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Viajar para Aprender

Um site que surge do gosto de documentar o que vi, para mais tarde recordar, e onde partilho as minhas experiências de viagens por Portugal e fora, com pequenas dicas.

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Viajar para Aprender

23
Out20

Aldeia da Mata Pequena, Cascata de Anços e Cascata da Fervença

M

Eu vivo em Lisboa e estou sempre à procura de sítios para visitar perto da minha zona, ao fim de semana. Temos zonas muito giras aqui perto que valem a pena ser exploradas.

Para um passeio de sábado fui então a três sítios que encontrei numa das minhas pesquisas e terminei a ver o por-do-sol numa das praias de Sintra.

Os três sítios eram completamente desconhecidos para mim e foram super surpreendentes.

Comecei pela Aldeia da Mata Pequena e fiquei pasmada! É uma aldeia rural, apenas com uma ou duas dezenas de habitações, de turismo rural, mas super arranjada. Casinhas de pedras, pintadas com as cores tradicionais, com os animais também nos jardins, muito giro. Tem também um restaurante pequenino, onde se pode almoçar. 

Deixo-vos as fotos desta aldeia muito pitoresca:

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Depois de ver esta fantástica aldeia, fui até duas cascatas. A primeira cascata chama-se Cascata de Anços (também já vi que pode ser chamada Cascata de Mourão) e é preciso fazer uma pequena caminhada até lá chegar, de nível muito fácil. Chegando lá, deparei-me com este fantástico cenário:

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Parece uma lufada de ar fresco no meio da cidade! 

A segunda cascata que visitei é a Cascata de Fervença. É muito perto da estrada, portanto não tem exigência fisica nenhuma. A cascata é ainda mais bonita que a anterior, mas tem um problema triste, a meu ver. Está localizada perto duma fábrica abandonada, então tem muitos restos de obras, tijolos, etc, e mesmo lixo entretanto acumulado. É uma pena a cascata estar tão mal tratada. 

Mas, abstraindo disso, temos uma linda cascata, que deixo aqui as fotografias:

 

Para terminar este passeio em beleza, fui até à Praia do Magoito para ver o pôr-do-sol, que é sempre lindo, mesmo que seja um dia com nuvens. 

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Em resumo, ficam aqui as zonas por onde passei:

 

Se forem da zona de Lisboa ou se passarem por aqui, não deixem de visitar estes locais que são muito aprazíveis e libertadores do stress da cidade. 

Deixem as vossas opiniões e comentários abaixo! 

21
Out20

Pedras Salgadas

M

Depois de um namoro sem fim com o Pedras Salgadas Spa & Nature Park, finalmente passei lá uma noite. Reservei um bungalow superior (pelo que li a Casa na Árvore não compensa assim tanto), comprei uns petiscos para o jantar para poder aproveitar a casa a 100% e lá fui eu. 

Quando cheguei, senti logo que entrei noutro mundo, mais calmo e zen. Depois de fazer o check-in, pediram-me para entrar com o carro para o parque atrás e não se pode andar mais com ele, ou seja, não o podemos levar perto da casa. Eles têm uns carrinhos de golf que nos leva até ao bungalow e assim evita-se carros no interior do parque.

O bungalow é fantástico... Completamente integrado na natureza, total privacidade, quentinho, equipado com tudo o que é necessário.

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Depois de pousar as coisas, fui dar uma volta pelo parque, que tem alguns edificios recuperados e super giros. Tudo sempre integrado na natureza, com imensas árvores, um lago. Existem também 5 fontes de água das Pedras, sendo que no dia que fui apenas uma estava em funcionamento, e pode-se provar um copo dessa água. Segundo explicaram, a água contém bastante ferro e ajuda no funcionamento gástrico.

 

 

 

Como é óbvio, também é necessário falar do pequeno almoço. Actualmente, devido à pandemia, tem horário marcado e tem uma funcionária a servir. Eu fui cedo, mas acredito que quem vá na hora de pico seja um bocadinho confuso. No entanto, o pequeno almoço tem tudo o que sonhamos: fruta, variados pães, queijos e fiambres, ovos variados e bacon, iogurtes, cereais, bolinhos (incluindo um excelente bolo de cenoura caseiro), sumos de fruta naturais. E tudo excelente.

 

O único contra que senti foi que o hotel já necessita de algumas obras de reconstrução nos quartos, já se vê algumas pinturas a sair, alguns estores a funcionar incorrectamente. Na zona do parque, existem alguns edificios que ainda não estão requalificados, mas eu acredito que o hotel esteja a ir nesse rumo de acabar essas reconstruções! 

 

Recomendo mesmo uma noite aqui ou, pelo menos, uma visita ao parque! 

Deixem os vossos comentários e dúvidas abaixo.

17
Out20

Vidago

M

A curiosidade que eu tenho sobre o Vidago Palace Hotel é muita e gostava imenso de passar lá uma noite. Mas como não é propriamente barato, aguardarei uma ida lá para uma ocasião muito especial. Tenho tentado passar uma noite aqui ou acolá em sítios que valem muito a pena, mas que não poderão ser mais uma ou duas vezes na vida. 

Mas, apesar de não poder pernoitar no hotel, felizmente é permitido visitar os jardins do Palácio e provar a água do Vidago, directamente da fonte. Foi o que fiz, numa manhã, e tenho pena de não ter tido mais tempo. Devido à pandemia, eles não permitem visitas, mas tive imensa sorte ao calhar na semana em que o hotel fazia 110 anos e eles permitiam visitas entre as nove da manhã e meio dia e eu cheguei pouco antes do meio dia - não sabia desta restrição. 

Apesar disso, permitiu ficar com uma excelente visão geral dos jardins e ainda mais vontade de ir conhecer o hotel por dentro, que deve ter tratamento de luxo. 

Deixo-vos as fotografias, que tenho a certeza que ficarão também com desejo de clicar na reserva ali no Booking (ou no próprio site deles).

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Após este passeio, fui almoçar a um restaurante a cerca de 900 metros do hotel que recomendo mesmo! Chama-se A Taska Quim Barbeiro, é um restaurante pequenino mas com esplanada e com funcionários muito simpáticos. Provei dois pratos de carne excelentes: carne de porco em vinha de alhos e posta mirandesa. Ambos acompanhados de arroz de feijão e batata frita e a preços simpáticos. Não deixem de comer lá, caso passem na zona.

 

 Espero que este post vos seja útil, deixem-me as vossas opiniões e perguntas na caixa de comentários! 

16
Out20

Espanha a Mirandela

M

Continuando a viagem começada no post anterior, passei de Espanha para Portugal, entrando desta vez por uma terra chamada Rio de Onor. Confesso que nem consegui tirar fotografia, porque a passagem de fronteira é muito estranha. Não tem indicação de entrada em Portugal e fiquei com a ideia que a fronteira talvez fosse o rio. 

Mas, apesar de não haver fotografias para documentar, recomendo-vos a paragem! São casinhas de pedra, perto do rio, todas muito pitorescas. 

De Rio de Onor segui para a aldeia de Montesinho. O GPS irá mandar-vos pela auto-estrada, mas podem escolher a opção de estradas nacionais e municipais que se faz muito bem, sempre alcatroado e ainda passam por aldeias giras, como a aldeia de França.

A aldeia de Montesinho dá o nome do Parque Natural dessa zona e está também muito bem arranjada. Novamente, só casinhas de pedra, um cafézinho giro e, claro, algum pasto nos jardins das pessoas! Deixo-vos as fotografias:

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Após visitar estas duas aldeias, segui então até Bragança. Tinham-me dito que Bragança não era nada de especial e portanto não tinha grandes expectativas, no entanto até acabei por gostar bastante. 

Deixei o carro perto da Praça de Camões e o resto fiz a pé. A Praça é engraçada, tem a Biblioteca Municipal também, mas não é por isso que vale a pena ir a Bragança. O que me surpreendeu foi o Castelo de Bragança, que tem muito vida no seu interior. A vista para a cidade é engraçada, mas os cafés, restaurantes e ruas é muito mágico. Gostei bastante! 

 

De Bragança, e a caminho de Mirandela, parei numa praia fluvial que foi uma excelente surpresa. É chamada Praia do Azibo e fui ao final do dia, o que ainda deu mais misticidade ao local. Tem estruturas para se passar lá um dia inteiro no Verão, como casas de banho, restaurante, campos de volley e um areal ainda bastante grande. Suponho é que deva encher um pouco. Como fui em Outubro, apenas vi uma ou outra família a passear. Também tem muito estacionamento para deixar o carro à vontade. 

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E, para terminar em beleza, temos Mirandela! É uma cidade que se vê relativamente rápido, mas tem a Ponte Romana que vale a pena passar, depois pode-se dar um excelente passeio pelo Parque Dr. José Gama e caminhar depois ruas da terra, passando pelos típicos talhos de enchidos. 

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E claro, em Mirandela, do que vale a pena falar é de comida! Tanto das alheiras como de postas mirandesas. Como fiquei a dormir em Mirandela, ainda experimentei alguns restaurantes da zona. 

Comecei por ir ao restaurante A Adega, onde comi uma grelhada mista que trazia incluido alheira e chouriça da terra, e assim, por um preço simpático, consegue-se provar tudo! Associado à boa comida, a simpatia dos funcionários é de sublinhar, que é mesmo 5 estrelas. 

No dia seguinte fui ao restaurante O Grês. Comi uma posta mirandesa, a preço simpático, com uma batata pala pala caseira, que ficava muito bem. No entanto, não gostei muito dos funcionários, estavam sempre focados nos clientes e, mal pousei os talheres, correram para tirar o prato.

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Por último e como fui informada pelo dono da casa onde fiquei a dormir, na quinta feira é dia de feira em Mirandela e existe também a tradição de todos os restaurantes servirem rancho. Não é um prato que eu goste muito, mas falaram tão bem que quis ir experimentar. Foi-me recomendado um snack-bar que tem take-away chamado O Copinhos. Não é fácil de encontrar nem com o GPS, portanto deixo aqui o mapa da sua localização. É uma dose muito bem servida, saborosa e o preço é mesmo muito baixo. 

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Recomendo mesmo uma visita a todas estas terras, todas com as suas características, mas com detalhes muito bonitos. O que mais gostei foram as aldeias, mas isso também uma questão mais pessoal que adoro a vida no campo. 

Qualquer dúvida que tenham, deixem nos comentários! 

15
Out20

De Chaves a Espanha

M

Partindo e chegando a Mirandela, fiz um roteiro que tinha investigado e do qual tinha grandes expectativas. Para ficarem já com a ideia do que vão encontrar neste e no próximo post, deixo o "mapa resumo" da viagem:

Parti cedo e cheguei a Chaves por volta das 10h. Encontro Chaves com algumas pessoas a passear pelo seu jardim, à volta do Rio Tâmega, inclusivé com alunos a ter aulas de Educação Física! 

Fiquei mesmo muito deslumbrada com este jardim, tem montes de aparelhos para fazer exercício físico e, pelo que investiguei depois, a ciclovia tem uma extensão de 6,4kms. Para quem corre como eu, acreditem que fica o bichinho de fazer aquele percurso logo no momento. Tivesse eu as coisas da corrida comigo e um duchezinho depois... Mas, para além da componente de exercício, tem vistas muito giras para o rio, está tudo muito arranjado e é possível apreciar as pontes que atravessam o rio, inclusivé a Ponte Romana de Chaves

Para além da zona ribeirinha, existe a Praça da Câmara, onde se encontra também a Igreja Matriz e, mesmo ao lado, o Castelo de Chaves

E, como é óbvio, não se pode ir a Chaves e não comer o famoso Pastel de Chaves. Com uma rápida pesquisa, encontrei que o melhor pastel era na Pastelaria Maria, que é mesmo perto do Castelo, numa casa muito gira! O pastel é muito bom mas, confesso, podia levar um bocadinho mais de recheio. 

Não tem mesas interiores (pelo menos agora na época do Covid), mas dá para levar. Claro que eu levei para comer depois numa mesa de merendas, na paragem seguinte! 

 

Depois desta incrível visita a Chaves, segui rumo à fronteira e fui até à zona de Sanabria. Visitei dois sítios que gostei muito, o Lago de Sanabria e a terra Puebla de Sanabria.

O lago parece um oásis ali no meio e a zona onde estacionei tinha imenso espaço, tem uma praia fluvial, tem mesas de piquenique, parece-me ter um restaurante também. Como fui em Outubro, num dia de semana, não havia ninguém, mas no Verão deve ter certamente mais. Também percebi que deve ter montes de atividades náuticas na zona. 

Trazendo eu os meus Pastéis de Chave, almocei ali com vista para o lago e adorei. Uma refeição que soube muito bem tanto pela comida como, especialmente, pela vista:

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Após o almoço, fui então até à vila Puebla de Sanabria. Não sei se foi por causa da pandemia ou por ser após hora de almoço, mas encontrei a vila completamente vazia! No entanto, permitiu-me explorar à vontade e encontrei uma vila harmoniosa, todos os edifícios bem coordenados uns com os outros, e com um miradouro muito giro sobre o Rio Tera. Foi uma surpresa muito agradável, não estava à espera. 

 

 

Após esta curta visita a Espanha, tempo de voltar a Portugal. Vejam no próximo post as informações das próximas paragens, que valeram tanto a pena! 

 

Qualquer dúvida, deixem nos comentários! 

14
Out20

Douro Internacional

M

Sou uma profunda apaixonada pelas margens do Douro, mas ainda não tinha ido à zona do Douro que divide Portugal e Espanha, o chamado Douro Internacional.

O que mais tem para visitar é, claro está, miradouros! E que miradouros fantásticos... 

Passei dois dias a visitar todos os miradouros que vos vou falar e, para tal, fiquei a dormir na zona de Mirandela por ser central (porque também queria ir a Chaves, Vidago, etc, que vos falarei noutro post). Dormi numa casa de campo que recomendo mesmo: a Casa do Moleiro. Uma casa de pedra muitissimo bem recuperada e com uma praia fluvial à frente, só para nós!

 

Como vim da zona de Lamego, passei por dois miradouros fantásticos:

  • Miradouro da Estrada nacional 222 - é mesmo à beira da estrada, estacionei o carro dum lado e depois passei a EN222 a pé (em segurança) e passei a barreira para apreciar.

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  • Miradouro de São Salvador do Mundo - já é um miradouro mais a "sério", tem parque de estacionamento, barreiras e bancos para poder apreciar. Eu fiquei mesmo bastante tempo a apreciar a vista que vale mesmo a pena.

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Agora indo para o Douro Internacional, segue a lista de miradouros que visitei (ou que tentei visitar):

  • Miradouro do Penedo Durão - este miradouro é fantástico, tem uma estrutura bem montada, com protecções e até mesas de piquenique.
  • Miradouro do Colado - este miradouro é ao lado da estrada e tem sítios onde permite sentar e apreciar a vista.

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  • Gravuras rupestres do Mazouco - não é um miradouro, mas tem uma excelente vista para o Douro. Mais importante, no entanto, é a gravura que lá encontramos, que é a primeira gravura descoberta na Europa ao ar livre, do tempo do paleolítico.
  • Miradouro do Carrascalinho - foi um dos miradouros em que deixei o carro no final da estrada alcatroada e depois fui a pé até ao miradouro (cerca de 550 metros). No entanto, vi muitos carros a irem até ao miradouro mesmo. É possível, mas desconfortável.
  • Miradouro da Cruzinha - para este miradouro é possível chegar de carro até lá, em estrada alcatroada, mas cuidado com o GPS. Fui enganada, comecei a ver estradas muito estreitas na Aldeia da Lagoaça e deixei o carro logo. Depois fui a pé até ao miradouro, cerca de 1km, e percebi que afinal dava perfeitamente para ir de carro desde que descobrisse o caminho correto. O miradouro é muito engraçado e tem mesas de piquenique ao lado.

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  • Miradouro de Picões - foi o único miradouro que tinha planeado e não consegui chegar até ele. Cheguei até Peredo da Bemposta, uma pequena aldeia, e o GPS tinha uma indicação mas a tabletas tinham outra. Nenhum deles dava para carros ligeiros (vi um jipe passar) e não encontrei qual o caminho pedonal correcto porque a aldeia não tem rede de telefone. Pelo que pesquisei depois, é seguir as tabletas e fica a cerca de 2kms a pé. 
  • Miradouro de Picote - um miradouro muito arranjado, com uma plataforma de vidro transparente e com uma vista fantástica.
  • Miradouro de Miranda do Douro - não é um miradouro mesmo, mas sim a vista da Muralha Pré-Românica de Miranda do Douro. Perto da Catedral e das Ruínas do Paço Episcopal, vale a pena uma visita. O carro é estacionado do lado de fora da Muralha. Aproveitem também para visitar o Castelo de Miranda.
  • Cais Fluvial de Miranda de Douro - também não é um miradouro mesmo, mas tem uma vista fantástica sob o Douro que vale a pena.
  • Miradouro de São João das Arribas - neste miradouro também deixei o carro no final da estrada alcatroada e depois fui a pé até ao miradouro (cerca de 500 metros, a descer até lá). Foi talvez dos mais bonitos que vi e está bastante arranjado também.

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Em resumo, deixo um mapa de todos os miradouros e locais por onde passei:

Sobre restaurantes, perto destes miradouros, comi num no Mogadouro (a 40min de carro de Miranda do Douro), chamado A LareiraTem, claro, Posta Mirandesa, excelente, que é cozinhada numa lareira gigante na sala do restaurante e é acompanhado de batatas cortadas muito fininhas e gratinadas no forno. Deu perfeitamente para duas pessoas e o preço é simpático. Se passarem pela zona, vale a pena a visita. 

 

Foram vistas fabulosas sobre o Douro, que merecem ser vistas com muita calma. Aproveitem para levar um piquenique e almocem num dos miradouros com parque de merendas! 

 

Espero que gostem e vos seja útil, caso tenham alguma dúvida deixem na caixa de comentários!

13
Out20

Arouca

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Arouca foi uma agradável surpresa. Quem ouve Arouca deve pensar, tal como eu pensava, nos Passadiços do Paiva e nada mais. 

A minha surpresa foi quando percebi que Arouca tem imenso para oferecer e, mesmo que passasse lá uma semana, havia muito para visitar (especialmente trilhos para fazer). 

Fomos até ao centro de Arouca, onde se é possível ver o Convento de Arouca e o Parque Municipal. Também é imperdível provar alguns doces conventuais, na "Casa dos Doces Conventuais":

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Deixando o centro de Arouca, visitámos muitos miradouros, aldeias e os chamados "Geosítios", dividido em dois dias.

 

Visitei quatro miradouros que recomendo vivamente:

  • Monte da Senhora da Mó
  • Panorâmica do Detrelo da Malhada
  • Radar Meteorológico de Arouca - infelizmente não consegui ver nada porque estava imenso nevoeiro, mas pelo que vi é uma vista fantástica. Pode-se normalmente subir ao topo da torre, mas com o Covid as visitas estão temporariamente fechadas. 

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  • Miradouro da Frecha da Mizarela - é a mais alta cascata de Portugal Continental, com mais de 60 metros. 

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Existem imensas aldeias na zona de Arouca, e visitei as aldeias de Paradinha, Cabreiros e Tebilhão. A que mais gostei foi a de Cabreiros, mas a de Tebilhão tem uma vista fantástica exactamente sobre a aldeia de Cabreiros:

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Arouca oferece também imensos "Geosítios", que recomendo especialmente a quem tem interesses geológicos, sendo que visitei:

  • Pedras Parideiras
  • Pedras Boroas

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  • Portela da Anta - para lá chegar é necessário fazer um pequeno trilho, passando-se por uma pequena ponte romana muito engraçada

 

Tanto os Geosítios referidos como o Radar Meteorológico de Arouca são próximos e é possível fazer a pé, no entanto estava mau tempo no dia que visitamos e acabamos por fazer de carro. É possível chegar a todo o lado de carro ligeiro, alguns sítios mais devagarinho, mas sem danos. 

Nas aldeias, a minha recomendação é deixar o carro no início (muitas delas até têm indicação de onde é que se deve deixar o carro) e fazer o resto a pé, visto que são ruas mesmo muito estreitas, onde mal um carro passa, e depois para invertir a marcha também se torna muito complicado. 

 

O tempo dedicado entre os Passadiços do Paiva mais esta visita à zona de Arouca levou um dia e meio, mas quero voltar para fazer alguns trilhos que não tive oportunidade. 

 

Qualquer dúvida, deixem na caixa de comentários que terei todo o prazer em vos responder! 

12
Out20

Passadiços do Paiva

M

Os Passadiços do Paiva, localizados em Arouca, foram inaugurados em Junho de 2015 com uma extensão de 8,7kms, sendo que grande parte do percurso é plano. 

Desde então que tinha imensa vontade de os visitar, tendo inclusivé marcado hotel para a zona mais de duas vezes, uma delas que foi cancelada devido a um dos incêndios que os Passadiços sofreram. 

Ora bem, fui então finalmente no início deste mês (Outubro), a um dia de semana (o que justifica para encontrarmos os Passadiços com pouca gente), com bilhete comprado online para começar no Areinho. Já levavamos ponto assente que iamos fazer ida e volta e, portanto, ignorei qual o melhor sítio para começar (Areinho ou Espiunca).

Chegámos à Praia Fluvial de Areinho pelas 10h e partimos à aventura. 

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Depois de subir muitas escadas, passamos pela zona dos verificação de bilhetes e encontro uma ponte levediça enorme, entusiasmada pergunto se posso ir, mas percebo que ainda não foi inaugurada. Assim sendo, terei de voltar para passar esta ponte após a inauguração e aposto que vocês também terão vontade:

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Depois disto, há muitas escadas para descer e, a partir daí, é sempre bastante plano. Apenas no início (de quem começa de Areinho), é que tem uma enorme subida, seguida de descida, por isso é recomendado que, quem faça apenas ida, comece no Areinho e termine no Espiunca. 

Recomendo também levar muita água, porque não encontrei qualquer chafariz no caminho e recomendo também comida (fruta, barras). Pelo caminho passa-se por algumas zonas onde se pode sentar um pouco (no entanto, não há parques de merendas, por exemplo), há a Praia Fluvial do Vau onde, num dia quente, dá para tomar uns excelentes banhos. 

Antes de vos deixar com algumas fotografias do percurso, recomendo que façam os Passadiços com calma, aproveitem a vista, e aposto que vão adorar.

 

Para quem, como eu, gosta de ter o percurso num relógio de corrida, deixo o trilho que tirei da volta (visto que na ida parei em alguns sítios e ficou um pouco alterado):

PassadicosPaiva.gpx

 

 

 

 

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